‘Alma Pantaneira’: voluntários cruzam Pantanal de ponta a ponta e levam assistência para mais de mil pessoas

A expedição, 'Alma Pantaneira', percorreu mais de 1 mil km e realizou 3 mil procedimentos. Foram 30 voluntários que prestaram serviços médicos, odontológicos, veterinários e sociais aos pantaneiros.

Por José Câmara, g1 MS
Expedição realizou mais de 3 mil procedimentos em 13 dias. — Foto: Luiz Felipe Mendes
 Expedição realizou mais de 3 mil procedimentos em 13 dias. — Foto: Luiz Felipe Mendes

Fraternidade, voluntariado, amor ao próximo e senso de comunidade são algumas das ações que regem o instituto "Alma Pantaneira". Todos os anos, desde 2011, em formato de expedição, voluntários levam a moradores isolados no Pantanal serviços médicos, odontológicos, veterinários e sociais. Em 2021, a ação teve saldos positivos:

  • Mais de 1 mil km percorridos;
  • + de 3 mil procedimentos realizados;
  • Milhares de pessoas atendidas.
  • Neste ano, os 30 voluntários e 6 fuzileiros navais cruzaram o Pantanal de ponta a ponta. O início da expedição foi dado no dia 18 de novembro, na parte do bioma que fica em Mato Grosso. A largada se deu em Cuiabá. Depois de 12 dias, em 29 de novembro, os voluntários chegaram em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

    Voluntários de seis estados diferentes se uniram para ajudar o homem pantaneiro.  — Foto: Luiz Felipe Mendes
    Voluntários de seis estados diferentes se uniram para ajudar o homem pantaneiro. — Foto: Luiz Felipe Mendes

    O diretor do instituto, Diogo Albaneze, lembra que a última expedição contou com voluntários de várias cidades de Mato Grosso do Sul e de outros cinco estados diferentes.

    "Temos voluntários que vêm de vários estados. Vieram dois caminhões de São Paulo para ajudar na logística e gente do Brasil todo para ajudar no voluntariado. O Pantanal é muito carente de atendimentos básicos, com isso damos o acesso a alguns serviços para os pantaneiros mais isolados", detalha Albaneze.

Instituto Alma Pantaneira busca recursos para a reconstrução de escola no Pantanal

A Escola das Águas, que atende a aproximadamente 200 crianças foi um dos locais mais atingidos em função das fortes chuvas que caem na região
Ações do Instituto Alma Pantaneira na região do Pantanal – Crédito: Instituto Alma Pantaneira
Grande parceiro no atendimento às pessoas que convivem na região do Pantanal, o Instituto Alma Pantaneira busca ajuda para mais uma missão. Desta vez, os recursos são voltados a reconstrução da Escola das Águas, referência na região, e que atende alunos em sistema de internato, uma vez que os pais, em algumas ocasiões, trabalham nas propriedades da região, em alguns casos, distantes, e dispõem de pouco tempo para ir e vir todos os dias. Na ocasião, as fortes chuvas que atingiram a região do Pantanal nos últimos dias, foram suficientes para destruir grande parte da estrutura do prédio, gerando a perda de objetos, além de mantimentos usados para manter os pequenos durante as atividades. A instituição está distante a três dias de barco de Corumbá e a 20 horas de caminhão do município de Coxim (MS). Entre os mantimentos necessários estão colchões, roupas de cama, toalhas e material escolar. Como ajudar As doações podem ser feitas pelo PIX do Instituto Alma Pantaneira, através do CNPJ: 25.118.108.0001/04. Mais informações podem ser obtidas pelo presidente da instituição Diogo Albaneze, através do telefone (67) 9 9963-6947. Sobre o Instituto Alma Pantaneira O Instituto Alma Pantaneira é uma instituição sem fins lucrativos, o qual integra uma equipe composta de médicos, dentistas, veterinários, enfermeiros e pessoal de apoio, vindos de diversos estados do Brasil de forma voluntária, e que viajam a bordo de picapes e jipes com tração nas quatro rodas. A Marinha do Brasil também integra a expedição, cedendo dois caminhões que ajudam no transporte do material e militares que apoiam toda a parte logística. Além disso, apoiam a manutenção dos veículos da expedição que enfrentam as dificuldades dos caminhos. O objetivo é a coordenação e planejamento de ações que auxiliem nas comunidades e biomas do Pantanal. Com isso, é feito o levantamento dos lugares com melhor estrutura para que sejam montadas as bases de atendimento. Este ano, a meta é a visita de 26 pontos e oito bases de atendimento. Também serão assistidas as escolas das comunidades locais com palestras sobre higiene e cuidados com a saúde, além da distribuição de itens como escovas e pasta de dente, material escolar e brinquedos.

Equipe atua para recuperar parte do telhado que foi arrancado por temporal em escola do Pantanal

As telhas para reconstrução do telhado já foram doadas e alguns colchões para os alojamentos

Com 12 dias de viagem, expedição encerra serviço aos pantaneiros

Cinco mil atendimentos médicos, odontológicos e veterinários foram realizados em áreas de difícil acesso.

Por Gustavo Bonotto, do Campo Grande News
Dentista realiza atendimento odontológico em criança, na região do Pantanal. (Foto: Arquivo/IAP)
O Instituto Alma Pantaneira encerrou, neste domingo (5), a expedição que percorreu mais de 1,8 mil quilômetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, os voluntários prestaram cerca de cinco mil atendimentos médicos, odontológicos e veterinários a áreas de difícil acesso. A expedição teve início no dia 23 de outubro, quando os voluntários partiram de Campo Grande a bordo de picapes e caminhões com tração nas quatro rodas. O objetivo é levar atendimento médico e odontológico à população que vive isolada devido às distâncias e às dificuldades de acesso na região do Pantanal. A iniciativa é da organização independente Médicos do Pantanal. Conforme Geraldo Albaneze, um dos idealizadores da expedição, a viagem deste ano começou há alguns meses com a organização do grupo e captação de recursos para colocar todo comboio em ação. "Essa missão humanitária só acontece com o apoio dos nossos patrocinadores e parceiros, de pessoas que acreditam e sabem que para preservar o Pantanal é necessário, além de cuidar de toda sua fauna, combater os incêndios e preservar a vegetação, olhar com muita atenção e respeito para as pessoas que moram nessa região. A assistência médica e odontológica precisa chegar a essa gente e é isso que fazemos”, disse Geraldo. Na última semana, cerca de 40 voluntários trabalharam na recuperação de uma escola rural situada em Corumbá, a 419 quilômetros da Capital. Paulo Cruz,  jornalista e membro do Instituto Alma Pantaneira, explicou à reportagem do Campo Grande News que o espaço destinado ao ensino sofreu perdas materiais em diversas salas. "Foi perdida parte da biblioteca, onde ficavam materiais escolares, cadernos. Além disso, houve dano nos colchões e travesseiros dos alunos".
Equipe de voluntários recuperam telhado de escola atingida por ventania. (Foto: Arquivo/IAP).
Por Gustavo Bonotto, do Campo Grande News